Mentimos a nós mesmos, embuçados
nessas mágoas irreais em que vivemos.
Mas, somos, a fingir esses extremos,
os maiores dos homens torturados .
Carregamos as dores e os pecados
dos homens. E por eles nos ardemo
sem esperanças e êxtases supremos,
com todos os sentidos exaltados.
Tristes de nós, que vamos, nos caminhos,
chorando as almas das torturas presas,
pondo as alheias dores em canções.
Mas, sangrando a nossa alma nos espinho;
fazendo nossas todas as tristezas,
alegramos os tristes corações.
Rodrigues de Abreu
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
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